Mariana e a lira

Marina é atriz. No começo da carreira ela tinha medo de não conseguir decorar textos por causa da baixa visão, mas logo estrelou peças e ganhou prêmios. Marina se afastou dos palcos para ser mãe do menino prodígio João Miguel. Há anos afastada dos palcos, ela ansiava pelo calor da plateia.

Foi assim que, sem nunca ter treinado circo, Marina entrou para a Cia iLitda. O projeto Circo Sem Limites previa a capacitação de artistas com deficiência para o trabalho circense. No pouco tempo que se tinha para capacitar artistas e montar um espetáculo, Marina rapidamente experimentou diversos aparelhos e se encontrou na lira.

Sua evolução é impressionante. Junto com os instrutores Washington e Wanderson (foto), ela criou uma rotina no aparelho para dar vida a uma das três Julietas do espetáculo. A Julieta de Marina é romântica, inspirada na cena do balcão, na troca de flertes e juras de amor do casal apaixonado.

A paixão pelo palco e pelo circo está em cada figura apresentada por Marina na lira.

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Pesquisa

Antes do espetáculo sequer tomar forma, muita pesquisa é envolvida. O desafio de adaptar Shakespeare – não uma ou duas peças, mas 5 peças importantes do autor – era principalmente fugir do óbvio e encontrar um meio de transformar as palavras shakesperianas em números de circenses.

Confira um dos exercícios de improviso cheio de sensibilidade que nossa querida Ana Luiza realizou:

Ana Luiza é trapezista, atriz e judoca medalhista. Ana também é cega. No vídeo, Tayane e o instrutor Garcez, que prepara as acrobacias junto com Ana, cuidam da segurança da artista para que ela execute o exercício dentro da área de proteção.

Ao trabalhar com artistas com deficiência, temos que ter uma atenção dobrada com a segurança, pois a percepção e necessidade de cada um é única. É necessário muita conversa entre o artista, seus colegas e instrutores para que o artista com deficiência sinta-se confortável e seguro em seu ambiente de trabalho, ainda mais no circo, onde o risco se intensifica ainda mais.

Um pouco de Hamlet

Antes de partir para o improviso, um dos estímulos usados pelo diretor Zé Alex foi encontrar trechos dos textos de Shakespeare que pudessem ser adaptados para o circo. Neste dia, uma leitura da cena de abertura de Hamlet, com os dois guardas amedrontados procurando pelo fantasma do rei.

A cena gerou um número de trapézio com perna de pau estrelado por Marcos e Maycow.

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Viewpoints

Viewpoints

Os ensaios iniciais da Cia iLtda começaram com a aplicação da técnica de viewpoints pelo codiretor Zé Alex. A técnica ajuda a construir um vocabulário para palcos a partir do pensamento da ação e atuação por meio do movimento e do gesto, É uma técnica de composição criada inicialmente como método de improviso pela coreógrafa Mary Overlie, nos anos 1970. Posteriormente, ela foi adaptada para os palcos teatrais onde teve grande aderência.

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Zé Alex entrou em contato com o método em Nova Iorque, onde estudou e agora embarca junto com nossos artistas sem limites no desafio de levar a técnica para o circo.

Os primeiros exercícios consistiram em criar grids (grades) dentro de um espaço e por meio de diversos estímulos do ambiente, os artistas iam interagindo e improvisando. Em um primeiro momento, cada um improvisava sozinho e em linha reta pelo grid, mas conforme os exercícios foram evoluindo, eles passaram a improvisar uns com os outros e também com o ambiente, sempre observando os 9 viewpoints: Tempo, Duração, Resposta Sinestésica, Repetição, Espaço, Forma, Gesto, Arquitetura, Relação Espacial e Topografia

 

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Conheça nossos artistas

A Cia iLtda é composta por dez artistas. Seis deles com algum tipo de deficiência e quatro sem. Veja os perfis abaixo:

Alan Pagnota

Assunto: Cia iLtda no espetculo de circo Parada Shakespeare do projeto Circo Sem Limites com direção de Vinicius Daumasa na Praça XI Local: Rio de Janeiro - RJ
Data: 6 de setembro de 2016
Autor: Luciana Whitaker

Influenciado desde pequeno pelo pai e avô artistas, Alan logo desenvolveu um interesse pela música, participando de diversas bandas de variados estilos musicais. Em seguida, seguiu para artes cênicas, na qual se aventura há mais de dez anos como palhaço em ruas, teatros e circos. Após uma passagem pelo Blue Man Group em Nova Iorque, formou com Rafael Ferreira a Dupla Mão na Roda, buscando quebrar paradigmas por meio da arte circense.

Ana Luiza Faria

Assunto: Cia iLtda no espetculo de circo Parada Shakespeare do projeto Circo Sem Limites com direção de Vinicius Daumasa na Praça XI Local: Rio de Janeiro - RJ
Data: 6 de setembro de 2016
Autor: Luciana Whitaker

Formada em educação física, Ana é judoca e campeão parapanamericana no esporte. Aos poucos foi se enveredando pelo maravilhoso mundo das artes, participando de cursos e oficinas de teatro e circo em Natal. Estrelou diversas peças e se especializou no trapézio. Ana sempre sonhou em fazer parte das paralímpiadas e estar no Rio de Janeiro com o Circo Sem Limites também é a realização de um grande sonho.

Jhonatas Narciso

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Tradutor e Intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) desde os 18 anos, viu aos poucos uma curiosidade em aprender uma língua diferente, que ainda era pouco conhecida por pessoas Não Surdas na época, se tornar sua profissão e motivo de realização.  Jhonatas é pós-graduando em Ensino, Tradução e Interpretação da LIBRAS, pela Faculdade de Letras da UFRJ, é apresentador intérprete do programa Visual, da emissora TV Brasil e ainda desenvolve trabalhos de Acessibilidade Cultural em LIBRAS em espetáculos teatrais e shows.  Em 2014, estrelou o espetáculo “Belonging”, que reuniu artistas brasileiros e britânicos, com e sem deficiência, em uma apresentação de circo.

Marcos Paulo

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Marcos Paulo foi atleta da equipe brasileira de Judô para Surdos e durante 5 anos participou de vários campeonatos, chegando a conquistar medalha de bronze na Venezuela em 2012, no 14º Mundial de Artes Marciais dos Surdos. Paralelamente ao esporte, Marcos Paulo guardava o sonho de se tornar ator, sempre aproveitando toda oportunidade de ter contato com diferentes tipos de arte: Dança, Teatro, Circo, etc. Em 2013, participou de oficinas circenses no Circo Crescer e Viver, culminando no espetáculo Belonging, que estreou em Londres, Rio e São Paulo.

Marina Ohlavrac

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Há 13 anos, quando estava perdida entre a graduação em Jornalismo e Educação Física, não havia considerado a possibilidade de ser artista. Acabou sendo convidada para participar de seu primeiro espetáculo teatral, acompanhando uma amiga na seleção do clássico de Nelson Rodrigues. Felizmente, percebeu que a paixão pelo ofício a guiaria no delicioso mundo de coxias empoeiradas, superando o medo que tinha de decorar textos devido a sua deficiência visual. Nesta bela trajetória foi presenteada com personagens marcantes, pessoas especiais, palcos inesquecíveis, prêmios e indicações.

Maycow Ribas

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Maycow Ribas, 23 anos, capixaba, estuda e trabalha com circo desde 2008, onde iniciou sua pesquisa e treinos em aéreos. Juntamente com o circo entrou para a dança com o balé clássico e o contemporâneo. Mudou-se para o Rio de Janeiro para buscar a profissionalização na arte circense através da Escola de Circo Social Crescer e Viver no seu Programa de Formação do Artista Circense, onde desenvolveu outras habilidades além dos aparelhos aéreos, como acrobacia de solo e portagem. Participou de vários espetáculos dentre eles o Gira dirigido por Luiz Igreja. Hoje desenvolve uma pesquisa na roda cyr que é sua habilidade específica e se forma no PROFAC ao final desse ano.

Rafael Ferreira

Circo Sem Limites, Rio 8 August 2016

Começou a vida artística na área da dança (break dance, que faz parte da cultura hip hop), fazendo apresentações em escolas públicas e particulares, em eventos e sarais.  Em 2004 recebeu uma proposta pra trabalhar na Unicirco por indicação de um palhaço que já tinha visto suas habilidades. Participou de alguns programas de TV como: Programa do Ratinho (Você é o Jurado), Qual é o Seu Talento? (primeira temporada), Melhor do Brasil (com Rodrigo Faro na Rede Record). Em 2007, fez parte das aberturas dos Jogos Parapanamericanos com a Unicirco. Em 2010, devido a uma hérnia de disco, abandonou o treino de circo e ficou parado por 3 anos, voltando em maio de 2004 pra o Unicirco, quando teve, com Alan Pagnota, a ideia de formar a Dupla Mão na Roda.

Sara Bentes

Assunto: Cia iLtda no espetculo de circo Parada Shakespeare do projeto Circo Sem Limites com direção de Vinicius Daumasa na Praça XI Local: Rio de Janeiro - RJ
Data: 6 de setembro de 2016
Autor: Luciana Whitaker

Sara Bentes é cantora, compositora e atriz, premiada internacionalmente, com participações em festivais de arte nos Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Tailândia e Argentina. Em 2012, em parceria com amigos e com o pai, Sergio Bentes, ela lançou seu primeiro CD infantil, intitulado “Faz Sempre Sol”; em 2015, lançou seu primeiro CD solo, o “Invisível” com trabalho autoral, parcerias e uma releitura de uma música do compositor Marcelo Camelo; atualmente ela prepara seu próximo CD. Sara, atriz registrada com DRT, integrou a companhia de teatro Mix Menestréis e integra o Teatro Cego, ambos em São Paulo; atua ainda na dança – experiência em ballet clássico, dança contemporânea, dança de salão e dança do ventre, no circo – experiência em performance aérea na lira, e na literatura – lançou em 2011 seu primeiro livro: “Fotografias Poéticas de um Olhar Viajante”, pelo Clube de Autores, e em 2013 o livro de crônicas “Quando Botei a Boca no Mundo”; é palestrante e consultora de inclusão de pessoas com deficiência; traz experiência como jornalista, apresentadora e repórter em web-TV e web-rádio; esteve no programa Fantástico – Rede Globo, com o projeto Percepções, uma expedição de 3 meses por 9 países da América do Sul, foi entrevistada na novela América – Rede Globo, cantou no quadro Mulheres que Brilham, do programa Raul Gil – SBT, cantou no programa Todo Seu, de Ronie Von – TV Gazeta, dentre várias outras participações em programas de TV e documentários. Sara Bentes mantém o blog Boca no Mundo, tem conquistado um crescente e fiel grupo de seguidores nas redes sociais, e mais sobre seu trabalho pode ser encontrado em:

Tayane Almeida

Circo Sem Limites, Rio 8 August 2016

Tayane Almeida é formada pela escola e faculdade Angel Vianna no curso técnico de bailarino contemporâneo, ingressa no programa de formação do artista de circo no circo Crescer e Viver, foi contemplada pelo edital polo carioca de circo na categoria de modelagem de espetáculo, onde deu origem a companhia Circo em Nós com seu primeiro espetáculo “Aquilo que não cabe em mim”. Suas experiências artísticas se deram em apresentações semestrais na Angel Vianna, no variete cultural no Centro Municipal Laurinda Santos Lobo, no Circo Crescer e Viver e no Vivo Rio com o espetáculo Gira.

Viviane Macedo

Assunto: Cia iLtda no espetculo de circo Parada Shakespeare do projeto Circo Sem Limites com direção de Vinicius Daumasa na Praça XI Local: Rio de Janeiro - RJ
Data: 6 de setembro de 2016
Autor: Luciana Whitaker

No ano de 2014, participou do espetáculo “Belonging”, que foi o resultado do encontro entre o Circo Crescer e Viver e a Graeae Theatre Company da Inglaterra, que reuniram 4 integrantes do Rio de Janeiro e 5 integrantes da Inglaterra, em um intercâmbio artístico-cultural, com o objetivo de oferecer treinamento e técnicas circenses para pessoas com deficiência. O projeto durou 7 meses e as apresentações aconteceram em Londres, Rio e São Paulo. Em 2015, participou do projeto “Mix Menestréis”, em São Paulo, oficinas de teatro que envolvem pessoas com deficiência física e visual e no final apresentaram o espetáculo “Aldeia dos Ventos” de autoria do Oswaldo Montenegro e direção Deto Montenegro. Neste mesmo ano gravou na novela “Malhação” com seu parceiro Luiz Claudio Passos, onde atuou como atriz e dançarina.

Chega mais, Jenny!

Jenny Sealy, diretora da Graeae Theatre Company e codiretora da cerimônia de abertura das Paralimpíadas Londres 2012, desembarcou em terras tupiniquins na última terça-feira, 23. Com vasta experiência no trabalho com pessoas com deficiência, Jenny, chega com um novo olhar para somar ao incrível trabalho que vem sendo realizado pelos codiretores Vinícius Daumas e Zé Alex.

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Sentados em círculo a partir do meio: Jenny, Jan (intérprete inglês-português), Vinícius, Zé Alex, Allan, Marcos, Marina, Ana, Jude (intérprete de BSL), Vivi, Sara, Renato (interprete LIBRAS), Rafa, Maycow, Garcez, Tayane e Jhonatas (intérprete LIBRAS)

O picadeiro do Circo Crescer&Viver é como uma segunda casa para Jenny: “Eu não percebi o quanto sentia saudade deste lugar, do rosto de vocês”. Jenny trabalhou com Vinícius na montagem do espetáculo Belonging, em 2013, que contou com três de nossos artistas: Marcos Paulo, Sara Bentes e Viviane Macedo. Foi a montagem desse espetáculo com dez artistas com deficiência – cinco britânicos e cinco brasileiros – que inspirou a criação do Projeto Circo Sem Limites, do qual nasceu a Cia iLtda e o espetáculo “Parada Shakespeare”.

Após assistir um passadão de todas as cenas preparadas, Jenny ficou impressionada com o material artístico reunido por nossos artistas. Cada cena traz uma interpretação diferente e empolgante da obra de Shakespeare, fugindo do lugar comum.

Com essa nova adição à trupe, nosso trem está pronto para nossa parada final: a estreia do dia 6 de setembro.

 

Cia iLtda se prepara para lançar seu primeiro espetáculo

Agora temos um nome.

Somos Cia iLtda.

E com um nome, vem uma missão. Nossa primeira empreitada é criar um espetáculo que celebre os 400 anos da morte de um certo bardo inglês: William Shakespeare.

Mas o que Shakespeare tem a ver com a gente hoje? O que a gente pode aprender com ele e, mais importante, o que podemos e queremos passar para o público? Essas questões levaram a criação do espetáculo “Parada Shakespeare”.

Em uma estação de metrô qualquer, o cotidiano de algumas pessoas é transformado quando um condutor obstinado decide levar todos por um passeio pelas obras de Shakespeare. A cada estação o trem abre suas portas para um novo e instigante universo criado pelo autor inglês. Liras, trapézios, cordas e pernas de pau traduzem de um jeito único peças como “Romeu e Julieta”, “Hamlet”, “A Megera Domada”, “A Tempestade” e “Ricardo III”. Amor, ódio, sangue, suor e lágrimas são derramados no picadeiro, dando um gostinho especial a esses clássicos do jeito que só o circo consegue fazer.

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Rafael, Marina, Marcos, Ana, Allan, Tayane, Sara, Viviane e Maycow

O espetáculo tem direção do Diretor Artístico do Circo CRESCER E VIVER, Vinicius Daumas e Codireção do Diretor da Cia EnvieZada, Zé Alex. A supervisão artística é da Diretora do Graeae Theatre Company, Jenny Sealey, que também dirigiu a Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012. A ficha técnica conta ainda com Daniel Gonzaga à frente da trilha sonora e Denise Bernardes na direção de arte.

Tanto o espetáculo quanto a companhia são frutos da parceria entre o Circo CRESCER E VIVER, a People’s Palace Projects, a Graeae Theatre Company e o British Council, que foi iniciada em 2013. Parte deste elenco iniciou sua formação circense no Circo CRESCER E VIVER e depois de quase três anos, se lança no desafio de criar a primeira cia de circo com pessoas com deficiência. “Nos lançamos, mais uma vez, para inovar. Mas, desta vez, fortalecendo ainda mais estes artistas, que há muito tempo já conhecem a palavra superação e desafio, tão inerentes às artes do circo. O espetáculo é lindo, poético e é de circo!”, comemora o diretor Vinícius Daumas.

O grupo foi mobilizado pelo CRESCER E VIVER e a People’s Palace Projects para retomar os encontros de formação e de criação de um novo espetáculo. O processo teve duração de dois meses e faz parte do Projeto “Circo Sem Limites” e do “Polo Carioca de Circo CRESCER E VIVER”ambos com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, cuja verba é decorrente do edital do “Programa de Fomento Olímpico” e do “Programa Viva a Arte”.

 

BEM-VINDOS AO CIRCO!

Um circo sem limites.

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[Descrição. Vemos o picadeiro de frente. Embaixo da lona azul do Circo Crescer e Viver, estão oito dos artistas do Circo Sem Limites. Marcos coça a cabeça observando Ana no trapézio, Maycow se segura na lira com Marina ao seus pés, enquanto Tayane se prepara para fazer uma figura em sua própria lira, observada atentamente por Rafael, em sua cadeira de rodas. Alan segura uma outra lira com uma das mãos enquanto guia Sara com a outra.]

Este picadeiro nasceu de encontros e da necessidade de fazer algo diferente, maior que cada um de nós.

É o encontro entre Júnior Perim, então, diretor do Circo Crescer e Viver, com Jenny Sealy, diretora da Graeae Theatre Company, em Londres, quando uma centelha desta ideia começou a surgir. É o encontro do Brasil e da Inglaterra, na troca de experiências que gerou em 2014, o espetáculo Belonging.

Belonging. Pertencer. Algo que deu tão certo, que despertou naqueles que participaram uma necessidade ainda maior de fazer parte, to belong. Assim, somos principalmente o encontro de artistas que acreditaram no poder ilimitado das parcerias, do companheirismo, da troca de experiências e da confiança que só existe em um espetáculo de circo.

Nasce uma companhia. Dez artistas juntos, trabalhando intensamente por dois meses, criando, recriando, inventando e reinventando todos os dias. Artistas com e sem deficiência desafiando muito mais do que apenas a gravidade. Artistas sem limites.

Nasce a Cia iLDTA.

Nasce ilimitada,

Nasce sem limites.

Daqui pra frente, tudo é possível.

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O projeto Circo Sem Limites é um projeto de residência artística que busca formar uma das primeiras companhias de circo do Brasil com pessoas com deficiência, capacitando dez artistas com e sem deficiência na arte circense. O projeto é uma proposta da People’s Palace Projects do Brasil em parceria com o Circo Crescer e Viver e a Graeae Theatre Company, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e do British Council.

A companhia vai apresentar seu primeiro espetáculo em setembro, dirigido por Vinicius Daumas, atual diretor do Crescer e Viver, e co-dirigido por Zé Alex, da Cia Enviezada.